Volta ao Alentejo

13 MAR 2018

A equipa Continental UCI Miranda-Mortágua sai hoje para a estrada para disputar a Volta ao Alentejo, com Vendas Novas a receber a primeira etapa da partida, que será dada às 11.20 horas. De seguida o pelotão ruma até Serpa, para completar os primeiros 173,5 km da competição. A “Alentejana” termina domingo, dia 18 de março, em Évora, após totalizar 751,9 km distribuídos por seis etapas. Com a 36.ª edição a prova regressa à categoria UCI 2.2 e inova com a introdução de uma jornada de média montanha e um contra-relógio individual.

São sete os ciclistas Miranda-Mortágua que vão estar em prova. António Barbio e Nuno Meireles, os dois Elites da equipa e os cinco Sub-23 Francisco Campos, Hugo Nunes, Jorge Magalhães, Tiago Leal e José Sousa. Os dois últimos, com apenas 18 anos, são os corredores mais jovens da equipa. Pedro Silva, diretor desportivo da Miranda-Mortágua, para esta importante competição do calendário nacional diz estar convencido “que tanto o Barbio como o Campos serão líderes na Volta ao Alentejo”. Por isso, “vamos trabalhar nesse sentido, sendo um dos nossos objetivos colocar um deles nos primeiros dez classificados”.

Numa perspetiva bem otimista e que pretende contrariar todos os contratempos que têm surgido desde o arranque da época, há que “manter a moral da equipa em alta, que está determinada a combater a maré de azares e a fazer bons resultados”, adiantou Pedro Silva. “As condições meteorológicas vão continuar adversas. No sábado, dia de etapa rainha, com muita montanha, a chuva, vento e frio vão condicionar a prestação dos ciclistas e os resultados. Mas temos de ir à luta com a força e determinação necessárias para dar a volta”, rematou o diretor desportivo.

A primeira etapa, que se discute hoje, 14 de março e liga Vendas Novas a Serpa, é propícia aos sprinters e roladores por ser plana. Terá um único prémio de montanha de 4.ª categoria em Montemor-o-Novo (18,3 km). Amanhã, quinta-feira, a segunda tirada será dentro dos mesmos moldes mas tem a particularidade de ser a mais longa da prova, com 205,2 km que unem Beja a Sines. Vai ter apenas um prémio de montanha de 4ª categoria, que surge ao quilómetro 89.

A terceira jornada continua em terreno plano com 149,3 km, menos que o dia anterior, e um percurso que começa em Grândola e termina em Arraiolos. Os corredores vão enfrentar duas montanhas de 4.ª categoria, uma delas em Montemor-o-Novo (63,7 km) e outra ao quilómetro 118,9, mais próxima do final da etapa.

Com a quarta tirada no sábado chegam as novidades. Uma dupla jornada, onde os ciclistas vão cumprir de manhã 64,2 km, entre Monforte e Portalegre, com duas subidas de 2.ª categoria: a Serra de S. Mamede (44,7 km) e o Cabeço de Mouro (58,8 km). Da parte da tarde é disputado um contra-relógio de 8,4 km, em Castelo de Vide, onde os primeiros 2,5 km do exercício são em subida.

A 36.ª Volta ao Alentejo termina com uma viagem de 151,3 km, que liga Castelo de Vide a Évora e vai ter um prémio de 3.ª categoria aos 103,9 km, na Serra D’Ossa. O pelotão será composto por 147 corredores, em representação de 21 equipas: quatro Profissionais Continentais, nove continentais lusas e três estrangeiras, quatro equipas de clube portuguesas e uma estrangeira.

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