Calor abrasor e maré de azar marcam etapa mais longa da Volta a Portugal

3 AGO 2018

A segunda e mais extensa etapa da 80.ª Volta a Portugal em bicicleta fica hoje marcada, para a equipa Continental UCI Miranda-Mortágua, pelo calor extremo que acompanhou os mais de 200 km e pela maré de azares que bateu à porta momentos antes da chegada. Às temperaturas que nunca baixaram dos 44/ 45 graus juntou-se uma queda nos últimos 400 metros, que prejudicou a chegada ao sprint. O principal objetivo agora é recuperar os sete corredores para os restantes dias de competição, porque não será o calor que vai travar a garra da equipa, que segue muito motivada.

“Hoje foi mais um dia duríssimo. Mais de 200 km com temperaturas extremas que fizeram com que todo o pelotão passasse um dia muito difícil”, explicou Pedro Silva, diretor desportivo da Miranda-Mortágua. “Tínhamos hoje, mais uma vez, a aposta no Francisco Campos. A equipa voltou a estar em torno dele, mas já nos últimos 2 km não deu boas indicações e abdicou da luta pela etapa. Mais à frente o azar bateu-nos à porta com uma chegada muito complicada, onde ocorreram várias quedas e Hugo Nunes sofre um problema mecânico já na reta da meta, quando se encontrava no primeiro grupo”, destacou.

A etapa em linha e mais extensa da Volta a Portugal, que uniu hoje Beja a Portalegre ao longo de 203,6 km, fica assim marcada pelo calor extremo do início ao fim da viagem, tornando a tarefa dos ciclistas de todo o pelotão muito difícil, à semelhança de ontem. A caravana tentou defender-se do calor e foi pedalando a uma média baixa.

Já a chegada de hoje a Portalegre, em subida e técnica, viria a revelar-se bastante atribulada, com a ocorrência de quedas já dentro do último quilómetro. Desta vez o azar também calhou à Miranda-Mortágua sendo Hugo Nunes vítima de um problema mecânico, mesmo em cima dos últimos 300 metros, quando seguia no grupo da frente.

O calor tórrido e as altas temperaturas “sem dúvida que deixaram as suas marcas e sabemos que vão continuar nos próximos dias. Mas o importante agora é recuperar os nossos ciclistas para as etapas muito duras que se seguem”, adiantou Pedro Silva.

O calor vai continuar e vai endurecer ainda mais a Volta a Portugal, que amanhã arranca para a Etapa Vida, solidária, com um convidado especial a acompanhar a caravana: o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa. Serão 175,9 km, onde surgem as primeiras montanhas da Volta, num percurso que inicia na Sertã (13 horas) e termina em Oliveira do Hospital, cerca das 17.30 horas.

Fotos: Miranda Bike Parts

CLASSIFICAÇÃO ETAPA

1.º - Vicente de Mateus (Aviludo-Louletano-Uli) 5h47m25s
70.º - Gonçalo Carvalho (Miranda-Mortágua) mt
83.º - Pedro Teixeira (Miranda-Mortágua) a 2m09s
84.º - Nuno Meireles (Miranda-Mortágua) mt
94.º - Hugo Nunes (Miranda-Mortágua) a 0
98.º - Jorge Magalhães (Miranda-Mortágua) a 3m08s
105.º - Francisco Campos (Miranda-Mortágua) a 4m02s
106.º - António Barbio (Miranda-Mortágua) mt

CLASSIFICAÇÃO GERAL

1.º - Rafael Reis (Caja Rural/ Seguros RGA) 11h04m26s
55.º - Gonçalo Carvalho (Miranda-Mortágua) mt
68.º - Hugo Nunes (Miranda-Mortágua) a 19s
86.º - Nuno Meireles (Miranda-Mortágua) a 2m24s
90.º - Pedro Teixeira (Miranda-Mortágua) a 3m08s
97.º - Francisco Campos (Miranda-Mortágua) a 4m11s
99.º - António Barbio (Miranda-Mortágua) a 4m16s
104.º - Jorge Magalhães (Miranda-Mortágua) a 4m58s

CLASSIFICAÇÃO POR EQUIPAS

1.º - Sporting/ Tavira 33h13m33s
17.º - Miranda-Mortágua a 2m28s

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